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Campanha de Prevenção da Doença Renal: Dia Mundial do Rim

Autora: Psicóloga Luana Rayana de Santi

Na próxima quinta-feira, dia 12 de março, é celebrado o Dia Mundial do Rim. Idealizado pela Sociedade Internacional de Nefrologia (ISN) em conjunto com a Federação Internacional de Fundações do Rim (IFKF), este ano a campanha está focada na importância das intervenções preventivas para se evitar o início e a progressão da Doença Renal. O tema principal “Como está a sua creatinina?”  tem como objetivo de alertar a população sobre a importância de fazer exames preventivos para saber sobre a saúde renal.

No mês de março realizamos diversas ações para a comunidade, profissionais e agentes governamentais, com o objetivo de promover conscientização sobre os cuidados com a saúde e reduzir os impactos associados à doença renal.

A Doença Renal Crônica (DRC) não tem cura, o que leva à necessidade de acompanhamento clínico e tratamento em longo prazo. A incidência em crianças e adolescentes é mais difícil de ser quantificada por ser um diagnóstico menos frequente nessa faixa etária. Há poucos estudos epidemiológicos e infere-se que há diferenças no perfil conforme a região geográfica (UFMA/UNA-SUS, 2016). Já em relação à população adulta, estima-se que até 6 milhões de brasileiros possuam DRC (MARINHO; PENHA; SILVA; GALVÃO, 2017), o que representa a proporção de 1 em cada 10 pessoas acometidas na população geral.

Considerado um problema de saúde pública crescente, incentiva-se o investimento em estratégias de identificação precoce, o que significa conscientizar as pessoas por meio de informação, campanhas e ações preventivas, bem como o olhar atento dos profissionais de saúde sobre as queixas trazidas pelos pacientes e sobre os indicadores clínicos de possível disfunção renal. Comorbidades como diabetes e hipertensão, são os principais quadros em que o tratamento adequado implica em redução dos fatores de risco para a DRC (MARINHO; PENHA; SILVA; GALVÃO, 2017).

Além das doenças e sintomas que levam à insuficiência renal, prevenção primária significa rastrear fatores de risco por meio de indicadores de susceptibilidade à lesão renal como “idade avançada, história familiar de DRC, etnia, redução da massa renal, estado de hiperfiltração” (OLIVEIRA et al., 2019).

Oliveira et al. (2019) afirmam ainda que ações de prevenção não contemplam somente o período anterior ao adoecimento renal, mas há também níveis secundários e terciários de atuação. Controle para evitar a progressão da doença (ou piora da lesão renal) integra a prevenção secundária. Em estágios avançados, medidas que visam melhorar o “desfecho da doença em pacientes em falência renal” e “manejo sobre fatores de risco para complicações da DRC” estão relacionadas à prevenção terciária (OLIVEIRA et al., 2019).

Ampliando o leque da prevenção, enfatiza-se o bom relacionamento e diálogo entre profissionais de saúde e a população. O levantamento da literatura feito por Matsuoka et al. (2019) no contexto renal, identificou outras dificuldades que influenciam na qualidade da comunicação como “desenvolvimento cognitivo do(a) usuário(a); culpabilização pelo adoecimento; rotulação do problema em detrimento das representações do(a) usuário(a) frente à própria saúde; baixo conhecimento em saúde; inabilidade dos profissionais de ouvirem seus pacientes, além de sentimentos negativos transferencialmente despertados na díade” [profissional de saúde-paciente].

De um lado a equipe multiprofissional precisa estar disponível para ouvir as demandas e esclarecer dúvidas; e do outro, o paciente precisa se sentir acolhido e à vontade para expressar suas questões.

Os autores (MATSUOKA et al., 2019) concluíram que existem dois tipos de comunicação complementares: 1) comunicação-explicação e 2) comunicação-relação. A primeira se caracteriza por “uma comunicação centrada no adoecimento, tratamento e na finalidade do ambulatório de nefrologia, e que visa à compreensão do paciente sobre o seu adoecimento e sobre a necessidade do tratamento”. O segundo tipo horizontaliza a relação e “caracteriza-se pela vinculação, diálogo, troca (de conhecimentos), escuta, partilha, aprendizagem mútua, transmissão de segurança ao paciente”.

Qualidade na comunicação ajuda a evitar mal-entendidos, possibilita autonomia e a adoção de práticas/ hábitos em prol da saúde. Não hesite em procurar por informações sobre como melhorar e agregar mais qualidade de vida ao dia-a-dia.

A Sociedade Brasileira de Nefrologia elencou práticas recomendadas para prevenir o adoecimento renal. Confira: https://sbn.org.br/publico/previna-se/como-se-prevenir/

Para maiores informações das ações em todo o mundo acesse o site oficial do World Kidney Day.

A Fundação Pró-Renal também realizará atividades em prol do Dia Mundial do Rim. Fique atento à divulgação no site www.diamundialdorim.org.br e nas nossas redes sociais: Fundação Pró-Renal!

• Curitiba – Boca Maldita: 12/03

• Curitiba – Sesc Água Verde: 15/04

• Foz do Iguaçú – Sesc: 09/06

• Curitiba – Sesc Portão: 17/09

• Cascavel – Sesc: 12/11

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