Cotidiano

O grande cachorro preto chamado depressão

Por: Jéssica Caroline dos Santos

A depressão, ou transtorno depressivo maior, de acordo com o DSM-5, tem como principais características: o humor triste, vazio ou irritável, perda do interesse ou prazer, acompanhado de mudanças somáticas e cognitivas que afetam significativamente a capacidade da pessoa de funcionar. Embora possa ocorrer apenas um episódio, geralmente é uma condição recorrente.

“Eu tinha um cachorro preto, seu nome era Depressão”. A metáfora do cachorro preto é para ilustrar com a depressão pode é um vídeo educativo realizado pela Organização Mundial da Saúde que tem como objetivo ajudar a compreender a vivência daquelas pessoas acometidas pelos sintomas de depressão tornar-se uma sombra na rotina desses indivíduos, os levando ao isolamento, tristeza, falta de sentido, entre outros sintomas. Outro objetivo do vídeo é sugerir mecanismos de expressão dos sentimentos e incentivar a buscar ajuda médica e psicológica. Estar em depressão não é uma escolha e em muitos casos pode ser subdiagnosticada ou confundida com sintomas físicos de quadros orgânicos.

https://www.youtube.com/watch?v=93QIRxdSeDQ

Segundo um estudo de Costa et al., (2014), que avaliou a depressão em pacientes que realizam a  hemodiálise, constatou-se que 56,3% dos participantes apresentaram sintomas da depressão e que o tempo de hemodiálise se correlacionou positivamente com esse transtorno psicoafetivo. Os pacientes com sintomatologia depressiva apresentaram maiores escores médios nos itens punição, mudança na autoimagem, perda de peso, dificuldade de trabalhar e diminuição da libido.

Desse modo, diante um paciente que apresenta sintomas de depressão é necessário o encaminhamento ao psicólogo do serviço e para avaliação psiquiátrica. O objetivo é oferecer o melhor tratamento, contribuindo assim, com a melhor qualidade de vida do mesmo.

Ref.: COSTA, Fabrycianne Gonçalves et al. Rastreamento da depressão no contexto da insuficiência renal crônica. Temas em Psicologia, v. 22, n. 2, p. 445-455, 2014.

2 Comments

  1. Nossa que artigo bom,gostei muito.
    vou recomendar para as amigas

  2. Muito interessante mesmo! Continue com o bom trabalho!
    Adorei vou recomendar pra todos que conheço um artigo igual a esse vale
    ouro. 🙂

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